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Figueiraonline.com - Year: 2001 (Portuguese) | Figueiraonline.com - Year: 2001 (Portuguese) |
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| Thursday, 11 May 2006 | |
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Emigrantes do novo milénio: Abalaram para os Estados Unidos em finais de 99, assentaram arraiais em Nova Iorque, gravaram um disco, andaram três meses em digressão. Agora estão de volta a Portugal para uma série de espectáculos e trazem consigo ideias para um novo trabalho de originais. Chamam-se Primitive Reason e o figueiraonline.com falou com Guillermo de Llera, vocalista da banda, no final do concerto integrado na III Queima das Fitas da Figueira da Foz. Em Outubro de 1999, findo o contrato que os ligava à anterior editora, os Primitive Reason deixavam Portugal rumo a Nova Iorque. "Decidimos ir porque Portugal, apesar de ser a nossa casa, é um sitio pequeno em relação ao mundo e achámos que a nossa música devia ser ouvida por todos" relembra Guillermo de Llera. Com Guillermo, nascido em Madrid e criado em Cascais, embarcaram na aventura americana o baterista Jorge Felizardo e os irmãos luso-americanos Abel e James Beja, respectivamente guitarrista e baixista dos Primitive Reason. Um mês após a chegada estavam em estúdio a iniciar as gravações de um novo trabalho de originais, sucessor de Alternative Prison (1996) e Tips and Shortcuts (1998). Com 12 faixas e intitulado "Some of Us", o novo disco saiu em Setembro de 2000 nos Estados Unidos, tendo edição prevista para este mês de Abril em Portugal. Além do novo disco, a banda realizou uma digressão de três meses por terras americanas que deixou boas recordações: "As pessoas de lá não nos conhecem como uma banda portuguesa, ficam admirados quando descobrem e todo o mundo nos diz que é preciso muita coragem para fazer o que fizemos", diz Guillermo. “O ideal seria o meio americano mas com público português” Apesar das reacções favoráveis, os Primitive Reason estão, no entanto, cientes das dificuldades que o enorme e exigente mercado americano reserva a uma banda em início de carreira no estrangeiro. "O sucesso de uma banda com nome mede-se por vendas, ao nosso nível as pessoas não compram à primeira" salienta Guillermo de Llera. Outras aspecto está directamente ligado ao público, que o vocalista considera "muito diferente" nos Estados Unidos: "Os portugueses sentem-se à vontade , já nos conhecem, os americanos estão a ver-nos pela primeira vez" salienta. "Lá apresentamo-nos, aqui representamos, o ideal seria o meio americano mas com público português", adianta. “Tivemos uma recepção muito boa aqui. Foi difícil, porque o concerto era muito tarde, mas gratificante” Tendo apresentado na Figueira da Foz um registo mais pesado, os Primitive Reason surpreenderam, de alguma maneira, aqueles que esperavam por temas ao estilo de Seven Fingered Friend. "Foi uma escolha, quase um teste, temos muita musica e optámos por uma tournée mais pesada" justifica Guillermo de Llera. Quanto à recepção que o público figueirense devotou à banda, Guillermo considerou-a como "muito boa". "Foi difícil, porque o concerto era muito tarde, mas gratificante", frisou. A banda pensa ficar em Portugal até Setembro, altura em que regressa aos Estados Unidos para prosseguir o sonho americano. "Voltámos às raízes, estamos cá para matar saudades, estar com os amigos, tocar" diz Guillermo. "E escrever um disco também, já escrevemos sete músicas", revela. Novo trabalho na forja, portanto. Ficamos à espera. figueiraonline.com |
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